Wescley Garrett

CONHEÇA SEUS NÚMEROS · EPISÓDIO 2

As clientes que pagam as contas do salão têm nome

Quem lota a agenda e quem paga as contas quase nunca são as mesmas pessoas. Uma fração das clientes sustenta a casa inteira, e enquanto forem porcentagem, ninguém cuida delas em particular.

Wescley Garrett, análise de dados para negócios de hora marcada, com especialização em Ciência de Dados e Big Data Analytics ·

Feche os olhos e pense em quem lota a sua agenda. Agora pense em quem paga as suas contas. As duas listas parecem iguais. Em quase toda carteira que já abri, não são.

A observação é mais velha do que parece. O economista Vilfredo Pareto notou, ainda em 1896, que uma minoria concentra a maior parte do resultado, e o engenheiro Joseph Juran transformou isso em regra de gestão: os poucos vitais pesam mais que os muitos triviais. São ideias de mercado amplo, não de salão. Mas toda vez que abro uma carteira, a conta aparece: uma fração das clientes sustenta a casa inteira.

Porcentagem é estatística, nome é cuidado

E aqui mora o detalhe que muda tudo: porcentagem não recebe mensagem; nome recebe. Enquanto as clientes que sustentam a casa forem “as vinte por cento”, ninguém cuida delas em particular. Quando viram nome e sobrenome na frente da gestão, o cuidado fica óbvio, e cada nome passa a ter alguém que percebe quando ele some.

Concentração tem dois lados. É força, porque cuidar muito bem de poucas pessoas cabe em qualquer rotina, sem sistema novo e sem verba. E é fragilidade, porque perder uma única cliente desse grupo dói como perder dez das outras. Descobrir quem eram as importantes depois que elas somem é um luxo que nenhuma casa consegue pagar.

É para isso que existe a curva ABC de clientes: separar a carteira entre quem sustenta a casa, quem mantém o movimento e quem aparece de vez em quando. Cada grupo pede um cuidado diferente, e o erro clássico é tratar todo mundo igual, com o mesmo desconto, o mesmo disparo e a mesma fila. O passo seguinte é saber quanto cada cliente rende ao longo da relação, porque o valor está menos no ticket de uma visita e mais na constância dos anos.

Faça o teste antes de abrir o sistema

Escreva de memória, agora, as três clientes que mais deixaram dinheiro na casa nos últimos doze meses. Só depois abra o sistema e puxe o ranking de faturamento por cliente do mesmo período. A distância entre o palpite e a lista, quem você esqueceu e quem você superestimou, é o tamanho do que a gestão não está enxergando.

Com a lista na mão, o cuidado deixa de ser genérico: horário protegido para quem sustenta a casa, recepção que chama pelo nome, e a conversa certa na semana em que uma delas quebra o próprio ritmo. Fazer isso virar rotina dentro do salão é trabalho da equipe do Método 5 Estrelas, da Camila Colombo, com quem colaboro. A minha parte é a de sempre: fazer a lista existir e apontar a hora de agir.

A conta que constrange o anúncio

Some o que as dez primeiras deixaram no ano e divida pelo faturamento total. Não vou te entregar um percentual de mercado, porque cada casa tem o seu, e a régua honesta é comparar o seu negócio com ele mesmo. Digo só o que vejo: nas carteiras que já abri, esse número faz o orçamento de anúncio do mês parecer pequeno.

As clientes que pagam as suas contas são menos do que você imagina. E têm nome.

Se quiser começar a medir ainda esta semana, sem sistema novo e sem histórico, o material gratuito Os 3 Primeiros Indicadores, logo abaixo, ensina o cálculo, onde achar o dado na sua própria agenda e a decisão que cada número dispara.

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Os 3 Primeiros Indicadores

Doze páginas com três indicadores que o seu negócio já produz: o cálculo, onde achar o dado na sua própria agenda, como ler o resultado e a decisão que cada um dispara.

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Página do material com a fórmula do reagendamento na saída, o passo a passo com exemplo e espaço para anotar o seu resultadoPágina do material que explica o que fazer quando o resultado sobe, fica igual ou cai
Duas páginas do material.

QUEM ESCREVE

Wescley Garrett

Foram dez anos de aviação comercial na GOL, em equipes autogerenciáveis, num setor onde decisão segue dado e procedimento e improviso não tem lugar. Desde 2019, trabalha com análise de dados e gerenciamento de riscos, e com formação de equipes para decidir em operação. O que ficou dessa combinação é uma convicção sobre método: cultura analítica não nasce de painel bonito, nasce de perguntas que alguém se compromete a responder com número e a verificar depois. Negócios que atendem com hora marcada produzem dado todos os dias, e quase nenhum decide com ele.

Dado não é ferramenta, é cultura. E cultura analítica não se instala com painel, se instala com tomada de decisão baseada em evidência, e com a disciplina de verificar se funcionou.

Análise de dados e gerenciamento de riscos desde 2019, depois de dez anos na aviação comercial, onde decisão segue dado e procedimento. Colaborador do Método 5 Estrelas. Especialização em Ciência de Dados e Big Data Analytics.

ESCOPO

O QUE EU FAÇO

Método, materiais e modelos de indicadores. Em odontologia, também assessoria de dados, diretamente com a clínica.

COMO CONTRATAR EM BELEZA

Em salões, barbearias e clínicas de estética, a implantação e o acompanhamento são conduzidos pela equipe do Método 5 Estrelas, de Camila Colombo.